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São os anos de vida do Colégio do Sardão. Fundado em 1879 na quinta com o mesmo nome, o Colégio nasceu pela mão do Instituto das Irmãs de Santa Doroteia.
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É o número de alunos vindos de toda a região que, ao longo dos mais de 100 anos, passaram pelo colégio. Inicialmente, apenas raparigas frequentavam o Colégio do Sardão.
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É o ano em que, em Génova, Paula Frassinetti fundou a Congregação Religiosa das Irmãs de Santa Doroteia. Era uma época de grandes mudanças após a Revolução Francesa.
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Foram onze longos anos que o Colégio do Sardão esteve encerrado, entre 1910 e 1921, por força dos fenómenos políticos e sociais que se viviam na época.

O Colégio do Sardão pertence ao Instituto das Irmãs de Santa Doroteia. Esta Congregação Religiosa foi fundada em Quinto-Génova, em 1834, por uma genovesa, Paula Frassinetti.

A época era de grandes mudanças. A Revolução Industrial tinha abalado as estruturas tradicionais da sociedade. Os ideais da Revolução Francesa, propagados pelos soldados de Napoleão, davam origem quer a adesões quer a repúdios. A luta pela unificação de Itália criava um clima de intranquilidade.

A finalidade da Congregação nascente era a educação embora, de acordo com as perspectivas da altura, embora, a sua actividade se subdividisse em:

· Educação feminina em colégios e escolas
· Catequeses paroquiais
· Retiros e reuniões para raparigas e mulheres através da Pia Obra de Santa Doroteia
· Reuniões para rapazes

 

A Obra de Santa Doroteia, considerada prioritária e que tinha em vista refazer o tecido social mediante uma rede simples e flexível de apoio a crianças e adolescentes pobres, apoio dado por raparigas da vizinhança enquadradas por mulheres adultas. O papel das Irmãs era de incentivo às raparigas e às mulheres sobretudo em reuniões periódicas.

O Colégio do Sardão foi fundado em 1879, ainda em vida de Paula Frassinetti, na casa e quinta do mesmo nome, em Oliveira do Douro.

As suas proprietárias eram tias maternas do escritor Almeida Garrett e doaram esses bens à Congregação, tendo em vista a educação da juventude e a vida cristã da população local. Garrett, na sua obra, recorda com carinho os anos da sua meninice passados na Quinta do Sardão.

No início, o Colégio tinha uma organização escolar de três tipos: uma escola masculina, uma feminina para alunas externas e outra, também feminina, para alunas internas.

Após um interregno devido à alteração do regime político português – de 1910 a 1921 o Colégio reabriu com uma organização de dois tipos: uma escola para alunas externas e outra para alunas internas (ambas femininas).

A partir de 1969, com a introdução do Ensino Infantil, em regime de co-educação, depois estendido à Primária, a estrutura do Colégio foi tendo sucessivas alterações. Neste momento, a população escolar abrange o Jardim de Infância e o 1° Ciclo do Ensino Básico.

Na fidelidade às suas origens – da Casa e da Congregação – o Colégio procura não só realizar uma acção conjunta de toda a Comunidade Educativa, mas também abrir-se ao exterior, num intercâmbio entre Escolas e com outras Organizações de matriz cultural, integrando-se nomeadamente nas iniciativas do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.